BIBLIOCANTOS


DONA / BIBLIOTECÁRIA

 

Dona

 

Sá e Guarabyra

 

Dona

Desses traiçoeiros

Sonhos

Sempre verdadeiros

Oh, Dona

Desses animais

Dona

Dos teus ideais

 

Pelas ruas onde andas, onde mandas todos nós

Somos sempre mensageiros esperando a tua voz

Teu desejo uma ordem, nada é nunca, nunca é não

Por que tens dessa certeza dentro do teu coração

 

Tam, tam, tam, batem na porta, não precisa ver quem é

Pra sentir a impaciência do teu pulso de mulher

Um olhar me atira à cama, um beijo me faz amar

Não levanto, não me escondo porque sei que és minha dona

 

 

Dona

Desses traiçoeiros

Sonhos

Sempre verdadeiros

Oh, Dona

Desses animais

Dona

Dos teus ideais

 

Não há pedra em teu caminho, não há onda no teu mar

Não há vento ou tempestade que te impeçam de voar

Entre a cobra e o passarinho, entre a pomba e o gavião

Ou teu ódio ou teu carinho nos carregam pela mão

 

É a moça da cantiga, a mulher da criação

Umas vezes nossa amiga, outras nossa perdição

O poder que nos levanta, a força que nos faz cair

 Qual de nós ainda não sabe que isso tudo te faz dona...

Bibliotecária

 

Fernando Modesto

 

Bibliotecária

Desses usuários

Dados

Sempre verdadeiros

Oh, Bibliotecária

Sem pisos salariais

Bibliotecária

Só teus ideais

 

Pelas salas onde andas, onde atende todos nós

Somos aqueles passageiros aguardando a tua voz

Meu pedido uma ordem, nada é nunca, sempre é atenção

Por que tens sempre resposta no teu sistema de informação

 

Tam, tam, tam adentram a porta, não precisa saber o que é

Pra sentir a impaciência de quem entra e o que quer

Pelo olhar define a senha, com seu jeito sai a buscar

Não há espanto, nem estrondo porque sabes que tens a fonte bibliotecária

 

Bibliotecária

Desses usuários

Dados

Sempre verdadeiros

Oh, Bibliotecária

Sem pisos salariais

Bibliotecária

Com teus ideais

 

Não há pedra em teu caminho, nem só google no teu navegar

Não há vento ou tempestade que te impeçam de informar

Entre a obra de todo tipo, entre os recursos da documentação

O teu trabalho ou teu carinho nos levam à informação

 

É a moça sem fadiga, a mulher da descrição

Sempre e sempre nossa amiga, outra nossa salvação

O saber que nos alimenta, a força que nos faz evoluir

Qual de nós ainda não sabe que isso tudo te faz bibliotecária...

 

Autor: Fernando Modesto

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FERNANDO MODESTO

Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.