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BIBLIOTECAS ESPANHOLAS COMEÇAM A EMPRESTAR LIVROS DIGITAIS
[07/04/2011]

MADRI - Para tomar mil livros emprestados de uma biblioteca, o leitor precisa de, no mínimo, uma van. E, claro, muita lábia para convencer o bibliotecário. Mas, em 15 bibliotecas públicas do país, já não há mais tantas complicações. Basta uma tabuleta digital e um cartão de memória. É o começo do projeto aprovado em dezembro pelo Ministério da Cultura para que as bibliotecas públicas comecem a disponibilizar livros digitais.

 

O serviço funciona de forma parecida nas 15 bibliotecas onde já há o sistema. Depois de se registrar, o usuário recebe um e-reader repleto de livros eletrônicos e pode ficar com ele entre 15 e 45 dias. O ministério investiu 130 mil euros nas 15 bibliotecas para, entre outras coisas, a compra de 750 e-readers. Rogelio Blanco, diretor-geral da divisão de livros e arquivos do ministério, explicou que a pasta pretende expandir o serviço para todas as 54 bibliotecas públicas em um ano.

 

O número de e-readers e livros digitais no catálogo varia de acordo com a biblioteca. A de Cantabria começou a oferecer o serviço em 3 de janeiro com 41 e-readers, 184 livros eletrônicos carregados nos cartões e "um sucesso que não esperávamos", diz a diretora Loreta Rodriguez.

 

Na Biblioteca de Huelva, no entanto, o empréstimo eletrônico terá início em 21 de fevereiro, coincidindo com o seu décimo aniversário.

 

- Haverá 37 e-readers e 1084 títulos - afirmou o diretor Antonio Gómez.

 

Até o final de fevereiro, 15 outras ganharão e-readers. Ainda não há um estudo oficial sobre a resposta do público, mas as bibliotecas consultadas afirmam que está sendo muito positiva.

 

Um passo à frente, ainda que pequeno

 

"O Retrato de Dorian Gray", "Don Quixote" e "A Ilíada". O que falta, acima de tudo, é oferecer livros mais recentes. Questões de direitos autorais e a falta de um acordo com os distribuidores indicam, por enquanto, que isso vai demorar. Por enquanto, o catálogo de livros digitais é formado quase exclusivamente por obras clássicas, livres de direitos autorais.

 

- É uma maneira de preservá-los (os clássicos) para as gerações futuras - disse o americano Peter Brantley, líder de um movimento que promove em todo o mundo o empréstimo de livros digitais.



(Divulgado por Adriano Lopes - Enviado para "bibliotecarios-Paraná" em 20/02/2011)


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