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CNPQ VAI INVESTIGAR FRAUDES
[18/10/2012]

Sabine Riguetti

 

Comitê vai apurar má conduta científica

 

O CNPq, principal agência de financiamento à ciência do país, deu a largada nas atividades de um comitê criado internamente para avaliar casos de má conduta científica.

 

O grupo da Comissão de Integridade na Atividade Científica, que tem cinco cientistas, já tem trabalho para avaliar: são quatro denúncias.

 

"São basicamente denúncias de plágio", diz Paulo Sérgio Lacerda Beirão, coordenador da comissão e diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq.

 

Os casos chegaram ao CNPq logo após a criação da comissão, em outubro. A maioria delas veio em nome do próprio Beltrão, já que o órgão ainda não tem um canal oficial para recebê-las.

 

O grupo vai analisar os quatro casos usando , por exemplo, bases de dados como a plataforma Lattes, que traz os currículos com a formação e a produção de todos os cientistas do país.

 

Decidido se o caso é fruto de má conduta ou não, a tarefa será definir a "pena" ao cientista fraudador. Ela pode variar entre advertências e punições, como corte de bolsas e devolução de recursos.

 

"E podemos mandar um aviso à instituição a qual o cientista é vinculado".

 

O anúncio de que o CNPq teria um grupo para analisar má conduta veio após a divulgação de uma fraude científica pela Folha em março de 2011, envolvendo um cientista da Unicamp que tinha apoio financeiro do CNPq.

 

Também no ano passado, a instituição divulgou um manual de ética com 21 diretrizes aos cientistas.

 

Antes do comitê fixo, um novo grupo de avaliação era criado a cada denúncia. Mas, desde 2005, o CNPq já avalia as informações disponibilizadas pelos cientistas na plataforma Lattes.

 

Mesmo assim, alguns deslizes passaram. Um deles envolveu a presidente Dilma Rousseff, em 2009. O currículo dela mostrava um título de mestrado nunca concluído.



(Fonte: Folha de São Paulo, p.C5, 02 de julho de 2012)



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