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É INGLESA A MAIOR BIBLIOTECA DA EUROPA
[07/11/2013]

Projeto polêmico divide opiniões e já tem apelido

 

309 Broad Street, Birmingham, Reino Unido. Este é o endereço de um novo marco: a maior biblioteca da Europa, finalizada no final de agosto com mais de um milhão de livros em seus 35 mil m². O edifício projetado pelo escritório holandês Mecanoo Architects destoa intensamente de seus vizinhos. Enquanto assume-se atual (ou quase), a história está por toda a parte na Centenary Square. Vê-se ali a Casa Baskerville, com fachada de arenito, erguida em 1936, e o Repertory Theatre, um edifício de concreto dos anos 1960, ao qual a biblioteca se liga.

 

O volume do projeto resulta do empilhamento de quatro retângulos de dimensões e cores diferentes – amarelo e azul. Tal sequência é coroada por dois cilindros elípticos, um de cada cor. O complexo foi ironicamente apelidado de “bolo de noiva” pela rede BCC, que realizou uma série de matérias questionando a relevância de tal construção. Na semana de sua inauguração, no início de setembro, houve protestos contra o alto custo do projeto – que levou 200 milhões de libras dos cofres públicos – e seu possível impacto sobre as bibliotecas menores, de bairro.

 

Ainda assim, nem todas as opiniões sobre a biblioteca foram negativas. Grande parte do público rendeu-lhe avaliações positivas. A menina paquistanesa Malala Yousafzai também gostou do que viu. Quase um ano depois de ter sofrido um severo atentado num ônibus escolar por ousar defender o direito das mulheres à educação, ela foi convidada a inaugurar a biblioteca inglesa. “Na Inglaterra há crianças de 6 ou 7 anos que leram mais que eu”, disse ela em seu discurso, ressaltando o tamanho privilégio de ter uma biblioteca tão grande e cheia de livros em sua cidade.

 

O objetivo do projeto, segundo a arquiteta Francine Houben, era instaurar um pouco de coerência na malha inglesa, altamente fragmentada. Por isso, ela afirma, embora o edifício tenha uma personalidade única, ele respeita seu entorno e a história. Prova disso seria a Sala Shakespeare Memorial, o volume circular que repousa no topo do novo projeto. O desenho deste ambiente, que guarda uma das maiores coleções de obras shakespearianas do mundo, é para lá de antigo. A sala de décor vitoriano foi elaborada em 1882 para a Biblioteca Central, que ocupava o endereço da nova construção.

 

Pouco discreta, a monumental novidade traduz-se num edifício com ares pós-modernos de fachada transparente, porém protegida. Três dos cinco pavimentos que ficam acima do nível da rua receberam como invólucro uma pele metálica composta por diversos círculos de diâmetros variados que se sobrepõem, criando um desenho padronizado e regular. “Essa malha faz referência ao passado fabril da região, exaltando a tradicional serralheria inglesa”, conta a arquiteta. Além disso, os círculos que se transpassam simbolizam a união das pessoas que a biblioteca visa promover.

 

Internamente, além de livros, há uma diversidade de serviços disponíveis. O complexo é dotado de espaços de estudo, arquivos que organizam documentos e itens antigos, acervo fotográfico, salas multimídia, escritórios, espaços expositivos, musicoteca, café, lounge e uma área dedicada à saúde da comunidade – sem contar, claro, a sala Shakespeare Memorial. O novo auditório de 300 assentos é outro destes itens que servem para “homenagear” o entorno histórico. O ambiente é compartilhado com o Repertory Theatre, adjacente.

 

Os elevadores e as escadas rolantes foram alocados junto aos vazios circulares que perfuram o prédio como um todo. Tais aberturas são responsáveis por banhar todos os andares de luz natural, além de garantirem a boa circulação de ar. A sustentabilidade aparece também em outros detalhes deste projeto que recebeu o selo “excelente” do BREEAM, como a reutilização de água, o sistema de aquecimento geotérmico e a cobertura verde. Mesmo a grelha metálica que recobre alguns andares atua na manutenção do conforto térmico no interior do edifício.

 

Ver fotos da biblioteca no link abaixo.



(Divulgado por alineaf – Enviado para “bibliotecários” e, 18/09/2013)


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