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POLÍCIA PEDE QUEBRA DE SIGILO DO ORKUT
[13/07/2006]

Aniela Almeida

 

Entre os 56 perfis sob investigação, pelo menos seis são de crianças que incentivam atos de violência.

 

O delegado titular do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (NUCIBER) da Polícia Civil do Paraná, Demétrius de Oliveira, entregou ontem à Justiça pedido de quebra de sigilo de 56 cadastros de perfis do site de relacionamento Orkut. Segundo o delegado, as falsas identidades que servem para incitar práticas de crimes como pedofilia ou ainda para ameaçar, difamar e caluniar pessoas estão com os dias contados no estado.

 

O delegado também espera a ajuda dos escritórios do Google, empresa que administra o site, no Brasil e nos Estados Unidos. Em maio, a empresa se comprometeu a ajudar a Justiça brasileira a encontrar pessoas que usam o Orkut para praticar crimes, assim como participantes de comunidades racistas/nazistas. Oliveira pretende encaminhar requerimento pedindo apoio nas investigações. “Estes perfis tentam denegrir imagens de pessoas com xingamentos e até mesmo pornografia. Há inclusive comunidades que incentivam maus-tratos contra animais ou ódio contra alguma pessoa”, disse o delegado.

 

A princípio, afirma Oliveira, os perfis selecionados seriam de paranaenses. “É para ter certeza da origem e da identidade dos criminosos que pedimos a quebra de sigilo”, afirma. As investigações começaram há cerca de quatro meses, depois que pessoas de Curitiba e interior do estado prestaram queixa. O delegado espera identificar até mesmo quem já tirou as páginas do ar. “Temos uma pilha de cópias impressas das páginas, que servem como prova e vão garantir que os responsáveis respondam pelos crimes que cometeram”, garante.

 

Crianças

 

Oliveira aproveita para fazer um alerta aos pais. Entre os perfis, pelo menos meia dúzia são de crianças incentivando atos de violência e agressão contra professores e diretores. “O Orkut é para maiores de 18 anos. Por isso, os pais devem ficar atentos porque serão responsabilizados pelos atos de seus filhos – se não criminalmente, pelo menos na esfera cível”, destaca. O pedido de quebra de sigilo foi enviado à Vara de Inquéritos Policiais, em Curitiba, e o delegado aguarda a decisão judicial para dar continuidade às investigações.

 

O Nuciber foi criado em novembro do ano passado, especificamente para investigar crimes na Internet. Quem estiver em Curitiba pode fazer a denúncia direto no órgão. Para quem mora no interior, a recomendação é procurar a delegacia local, que fará o encaminhamento da denúncia. Uma dica do delegado é imprimir a evidência do crime antes que ela desapareça da Internet. “Os casos serão investigados com toda a seriedade e empenho”, promete.

 

Serviço. O Nuciber fica na Rua José Loureiro, 376, 1º. Andar, Centro.



(Fonte: A Gazeta do Povo, p.5, 07/06/2006)



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