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BRINQUEDOTECA, UMA BIBLIOTECA SÓ COM BRIQUEDOS
[07/04/2016]

Milton Nogueira

 

As periferias de grandes e médias cidades não dão lazer a crianças fora do horário escolar; aliás, periferia não dá nada, carece de tudo. As crianças geralmente ficam em casa, em frente à televisão aberta, cuja programação tem muita baixaria. Sair de casa, para onde? Andar pelos becos não atrai. Praça não existe.

 

As crianças da classe média, embora morem em bairros melhores, também sofrem do tédio e tem pouco a fazer após as aulas. Veem TV aberta ou a cabo, surfam na internet, com suas consequências para a saúde e a ausência de socialização.

 

Que tal criar uma biblioteca de brinquedos, a brinquedoteca. Em cada bairro haveria uma sala cheia de brinquedos, onde qualquer um possa se registrar e alugar um brinquedo. Na folga de Semana Santa porque não alugar um brinquedo por duas semanas? Festa de aniversário com brinquedos para todos? É só alugar e devolver duas semanas mais tarde. Tudo como se fosse uma biblioteca pública.

 

Inicialmente a comunidade, bairro ou aglomerado organizaria uma campanha para coletar brinquedos usados. Em seguida, se reuniria para organizar a biblioteca e selecionar que tipo de brinquedo poderia ou não ser aceito. Metralhadora de plástico, cubinhos coloridos, bonecas, laço de caubói, chapéu de Saci-Pererê e inúmeros outros seriam examinados pela comunidade e postos na brinquedoteca.

 

Com o passar do tempo, as famílias gastariam menos com produtos que, na verdade, duram pouco, pois a criança cresce, se cansa do mesmo brinquedo, deixa num canto. Mas a maior vantagem seria a variedade de brinquedos e o despertar a curiosidade com o novo, uma das coisas mais atrativas a uma criança.



(Divulgado por Marcio Alexandre Gualberto - Enviado para "3.setor" em 08/05/2010)


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