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LOGÍSTICA DOS LIVROS: EDUCAÇÃO TAMBÉM CHEGA VIA CORREIOS
[19/11/2009]

Há 15 anos, a empresa é responsável por toda distribuição dos exemplares autorizados pelo MEC

A maioria dos brasileiros iniciou seu aprendizado com um livro didático doado pelo governo. Porém, o que essas pessoas nem imaginam é por quais processos de transporte toda essa carga educativa passa para chegar em suas mãos no começo de sua aprendizagem.

Há 15 anos, toda a distribuição dos livros autorizados pelo MEC (Ministério da Educação) é feita por uma única empresa: os Correios, considerada uma das maiores em entregas de encomendas atuando no Brasil. Nos negócios da empresa, nenhum outro contrato específico de entrega expressa se assemelha em volume.

Durante cinco meses de cada ano - prazo estipulado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) -, dois mil profissionais, especialmente dedicados a essa operação, se organizam para entregar mais de 100 milhões de livros à aproximadamente 140 mil escolas espalhadas pelos quatro cantos do território nacional.

Nesta semana, a empresa iniciou uma nova operação logística para distribuir exatamente 117,5 milhões de livros didáticos (58,6 mil toneladas) a 36,6 milhões de estudantes da rede pública, atendendo a 5.564 municípios brasileiros.

"A postagem vai de setembro até o mês de janeiro. O prazo de entrega consta em contrato e somos penalizados se não o cumprirmos. Nossa meta é fazer com que todos os livros estejam nas mãos dos alunos antes do início do ano letivo, independente da multa, esse é o compromisso dos Correios", relata José Carlos de Oliveira, Coordenador nacional da operação do FNDE.

Aliás, essa atividade se estende também a uma equipe da própria FNDE, coordenada por Sônia Schwartz que, em parceria com os Correios, auxilia as editoras nessa complexa operação.

"Da editora eu compro um volume de livro e cada uma recebe uma mídia magnética informando de que jeito ela tem que embalar a encomenda e entregar para os Correios. Cada fornecedor precisa entregar os volumes de livros da maneira que o FNDE e os Correios determinarem", explica a coordenadora geral dos programas do fundo educacional.

Segundo ela, esse processo é denominado paletização virtual. "Indicamos para a editora a quantidade de pacotes a serem montados, quantas unidades cada um deve ter, e em qual palete ela vai armazenar. Tudo sai conforme nossa determinação", salienta Sônia acrescentando que a cada ano letivo, o FNDE investe R$ 103 milhões na distribuição dos livros.

Transporte de educação - Toda carga transportada tem um valor agregado. Nessa operação logística, Oliveira afirma que o compromisso firmado vai além do objeto transportado. "É importante reparar pelo lado social, temos a consciência de que não levamos apenas um objeto de escola, levamos muito mais que isso, contribuímos para o crescimento do País através da educação. (02/10/09)

Logística dos livros: antes da produção há um planejamento estratégico - Por dia, cinquenta caminhões deixam as principais editoras. Engana-se quem pensa que o trabalho é simples. Além de planejar minuciosamente a estratégia logística para movimentar a carga do fornecedor (editoras) até o consumidor (escolas), os profissionais dos Correios acompanham e analisam todo o processo de produção dos livros nas próprias editoras, bem como o modo de embalagem e armazenagem até o carregamento dos paletes nos caminhões.

Diariamente, 50 carretas terceirizadas pela empresa deixam as 20 principais editoras do País envolvidas no programa educacional rumo aos 95 pontos centralizadores dos Correios instalados em todo o Brasil. Segundo Oliveira, ao todo os caminhões farão 2,9 mil viagens entre editoras e pontos centralizadores.

A maioria delas está localizada em São Paulo, como a Ática, Moderna, Scipione e Saraiva. "Nosso parque gráfico fica em São Paulo, porque 97% da carga parte do estado para o restante do território nacional", revela Oliveira. O contrato assinado envolve comprovação de entrega. Consta do documento também o monitoramento de toda a operação logística, com dados de postagem e de entrega via internet.

"Compramos 120 milhões de livros e temos todo o controle sobre eles em nosso banco de dados e na internet. Posso verificar o momento exato que uma carga saiu da editora e quando ela chegou na escola, em que dia e quem recebeu. Todo o monitoramento foi uma exigência feita e os Correios disponibilizou", relata a coordenadora do FNDE.

Nessa década e meia de contrato, os Correios já entregaram mais de 1,5 bilhão de livros didáticos, 467,5 milhões somente nos últimos quatro anos. Neste ano, do total a ser entregue, 103 milhões se destinam aos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Ensino Médio receberá 11,2 milhões de exemplares e a Educação de Jovens e Adultos receberá aproximadamente 2,8 milhões de livros. (02/10/09)

No Amazonas, o livro vai de barco - Ciente de que as condições atuais das estradas brasileiras são agentes que dificultam as entregas, o coordenador dos Correios garante que esse é o menor percalço encontrado em toda operação. Caso do estado do Amazonas, que em determinadas regiões o período de entrega coincide com as fortes chuvas.

"O volume da água é enorme e acaba causando enchentes dos rios que ligam as cidades de Rio Branco e Cruzeiro. Por esta razão, não conseguimos acesso por meio rodoviário e a carga segue viagem às vezes de avião e muitas vezes de barco".

Segundo ele, pela hidrovia a carga segue para Porto Velho e de lá a embarcação atravessa o Rio Madeira até chegar a um município chamado Ipixuna, localizado no sudoeste amazonense.

"Outra dificuldade no amazonas é que a maioria dos municípios é feita de ribeirinhas e dependemos do fluxo de saída dos barcos para que a carga seja entregue. Temos muita dificuldade, pois os barcos somente partem com um determinado volume de carga", salienta Oliveira.

Todavia, tais imprevistos e os conseqüentes custos estão acertados em contrato, "entram no custo total, mas como temos uma operação logística bem planejada, trabalhando junto com as editoras na postagem conseguimos minimizar os problemas, no ano passado, no Amazonas conseguimos fechar a operação dentro do prazo previsto", comemora. (02/10/09)

 



(Fonte: Web Transpo)
(Divulgado por Waldenor Alves Pereira Júnior – Enviado para Infohome em 06/10/2009)


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