GERAL


RELAÇÕES IMPRÓPRIAS


A Universities Australia, associação que reúne dirigentes de instituições de ensino superior do país, lançou um documento intitulado “Princípios para relações respeitosas de supervisão, voltado para orientadores e alunos de mestrado e doutorado. A primeira regra da lista resume o espírito do documento e estabelece que “relacionamentos românticos ou sexuais entre os supervisores e seus estudantes nunca são apropriados”. Segundo o texto, há um evidente desequilíbrio de poder em relações desse tipo, com a balança pendendo para o orientador, e isso compromete a atmosfera necessária para que estudantes atinjam seus objetivos acadêmicos. “supervisores têm pode sobre seus alunos.

Um relacionamento sexual ou romântico desenvolvido nesse contexto levanta questões graves relacionadas a consentimentos e integridade acadêmica”, disse Catriona Jackson, presidente da associação no lançamento do documento – que também sugere a substituição da orientação individual por painéis de supervisão formados por vários professores e pede que as instituições sejam atenciosas quando receberem queixas de estudantes. Em 2017, um levantamento feito com 30 mil estudantes de universidades australianas mostrou que alunos de pós-graduação estão duas vezes mais sujeitos do que os de graduação a enfrentar assédio sexual por orientadores e professores.

 


Fonte: Pesquisa FAPESP, ano 19 n.271, p.10, set. 2018

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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.