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AFOGADOS EM BITS
[05/06/2014]

Thiago Domenici

 

Em 1986, se toda a informação acumulada fosse colocada em CDs e distribuída aos seres humanos, cada um receberia apenas um. Vinte e um anos depois, seriam necessários 61.

 

Martin Hilbert, professor doutor em comunicação e economia da Universidade do Sul da Califórnia, pesquisador do papel da informação, conversou com RB sobre o estudo que publicou na revista científica Science em 2011, no qual contabilizou com outra colega a quantidade de dados armazenados, transmitidos e processados por todos os dispositivos – analógicos e digitais – usados entre 1986 e 2007. O estudo revela que, em 2007, a humanidade foi capaz de armazenar 295 trilhões de megabytes comprimidos, comunicar quase dois quadrilhões de megabytese carregar 6,4 x 1018 instruções por segundo em computadores. Um megabyte é o equivalente a 8 milhões de bits, a menor unidade para medir informação. Hoje, diz o estudo, somente 0,007% da informação do planeta está em papel.

 

A pesquisa também mostra a diferença de capacidade dos dispositivos tecnológicos antes e depois da revolução digital. Em 1986, quando apenas 0,8% dos suportes usados era digital, o armazenamento possível de informações era de apenas 2,6 trilhões de megabytes. Se essa informação fosse gravada em CD-ROMs (com capacidade de 700 megabytes cada um) e estes fossem distribuídos para a população de todo o planeta, cada habitante não precisaria nem sequer de um CD inteiro. Já para gravar a quantidade de bytes que conseguimos armazenar em 2007, seriam necessários 404 bilhões de CD-ROMs, o que daria 61 por habitante. Empilhados, eles ultrapassariam a distância entre a Terra e a Lua.

 

“A quantidade de informação tem crescido exponencialmente”, diz Hilbert. “Na verdade, ela sempre cresceu mais rápido do que nossas habilidades cognitivas. A era digital nos trouxe muitos alertas no sentido de que temos de ser mais humildes, diante de nossa limitada cognição do real. E a Wikipédia é um bom exemplo do que os sociólogos chamam de ‘construção social da realidade’.”

 

Thiago Domenici  no Retrato do Brasil






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