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APÓS PROTESTO CONTRA CONTAMINAÇÃO, BIBLIOTECA DEVE SER REABERTA NA USP

  • Autor não informado
  • Abril/2015

Fernanda Mena

 

A biblioteca Florestan Fernandes, da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, deve ser parcialmente reaberta hoje (2/3) após acordo entre direção e funcionários, que haviam paralisado os trabalhos em protesto contra a manutenção no local de livros contaminados com DDT.

 

O inseticida foi encontrado em ao menos quatro dos 9.200 livros da Coleção João Cruz Costa, recebida em 2009 e mantida separada do resto do acervo por uma divisória.

 

Em 2014, um pó branco foi encontrado nesses volumes. O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) identificou nele DDT e derivados.

 

À época, uma funcionária relatou forte ardência na pele. No mês seguinte, outros disseram ter tido crises de asma e alergias de pele.

 

A direção da FFLCH solicitou laudos a uma especialista em conservação de acervos e a técnicos de medicina do trabalho, além de exames médicos nos funcionários.

 

Descontentes com a demora para uma solução, funcionários interromperam as atividades na segunda (23).

 

A pedido do Sindicato dos Trabalhadores da USP, a Covisa (Coordenação da Vigilância Sanitária) esteve na biblioteca na quarta e ordenou que os livros fossem lacrados e isolados até descontaminação.

 

Para Bruno Rocha, do sindicato, a medida chancela reivindicações dos trabalhadores, em dezembro, para remoção da coleção do local até que se descartasse riscos à saúde.

 

A diretora da biblioteca, Maria Laet, explica que isso não tinha sido feito porque os técnicos não disseram que havia essa necessidade.

 

"Temos trabalhado duro para resolver a situação, mas dentro de processos administrativos que envolvem ofícios e prontuários. Isso leva tempo", explica. "Agora que foi solicitada a retirada dos livros, isso está sendo feito."

 

A biblioteca manterá parte da área do acervo do segundo andar fechada. Ela será liberada só após laudo que descarte a presença do pesticida.

 

A Covisa detectou também que o sistema de climatização da biblioteca, que tem cerca de 450 mil obras, "está em condições precárias de higiene, o que favorece a presença de ácaros, fungos e bactérias lesivas à saúde humana".

 

O DDT, facilmente transportado pelo ar, pode provocar problemas respiratórios e irritações de pele. Estudos apontam ainda sua relação com alguns tipos de câncer. A fabricação e o uso foram banidos no Brasil em 2009.

Fonte: Clique Aqui
Divulgado por Marcos da Silva Gomes – Enviado para Infohome em 02/03/2015

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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.