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ASSASSINADA POR SER PESQUISADORA DA CIÊNCIA

Hipátia foi a primeira mulher da história assassinada por ser uma pesquisadora da ciência. Era a filha mais bonita de Teão, bibliotecário em Alexandria. Seu pai escreveu tratados de geometria e música, era um erudito reconhecido, mas ela o superou em tudo e chegou a possuir o domínio total da astronomia e da matemática de seu tempo. Escreveu textos densos. [...] Lamentavelmente, não restou absolutamente nada, porque seus escritos foram destruídos.

 

Na primavera de 415 d.C., um multidão de monges devotos, liderados por um tal de Pedro, seguidor do venerável Cirilo, bispo de Alexandria, seqüestrou-a. Hipátia se defendeu e gritou, mas ninguém ousou ajuda-la. O terror se impôs e, dessa forma, os monges puderam levá-la até a igreja de Cesário. Ali, à vista de todos, golpearam-na brutalmente com telhas. Arrancaram-lhe os olhos e a língua. Quando já estava morta, levaram o corpo para um lugar chamado Cinaro e o despedaçaram, arrancaram os órgãos e os ossos e finalmente queimaram os restos.  (p.108)

Autor: Fernando Báez
Fonte: BÁEZ, Fernando. História universal da destruição dos livros: das tábuas suméricas à guerra do Iraque. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006

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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.