CHUVA DE LIVROS
“José correu para a janela e assistiu à queda gigante de livros do céu. Livros em toda a distância dos céus de Lisboa, de Portugal inteiro talvez, não se abriam no ar, caíam em linha reta, sem restolhar de páginas, sem espalhafato, e batiam de chapa no chão, estrondos que punham em sentido, que se sobrepunham a todos os outros ruídos, espécie inédita de cataclismo. José olhou mais de perto, com detalhe, estavam a chover livros de Saramago.” (p.228)