ESTRANHO
Venho com o pé
encharcado.
Não uso o capacho,
nem me acho
endividado.
Simplesmente,
vi a porta aberta.
Estranho.
Sou alheio.
Feio.
Mas existo.
Marcas
no chão
encerado.
Simplesmente,
vi a porta aberta.
Estranho.
O banho quente
é sem sabor.
O tapete machuca
meus pés.
Prefiro a chuva.
Simplesmente,
vi a porta aberta.
Autor: Oswaldo Francisco de Almeida Junior
Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.