MEU CORPO DEIXA MARCA
Abrir as portas.
Está geando.
E eu existo só
até amanhã.
Escancarar
e
gargalhar.
Se, tem-
po de tempo,
eu morro
antes.
Logo após da
lógica.
Meu corpo moribundo
se arrasta
e deixa
marca.
Eu ouço a
troça atrás
dele.
Estou do alto,
sem pés,
e ninguém
morre.
Imploro tanto,
e ninguém
morre.
Espero,
espero tanto,
e ninguém morre.
Querem que
eu vá.
Insisto,
mas ninguém
morre.
Nem eu.
Só amanhã.
Ou hoje,
ou daqui a logo,
ou agora.
Está geando.
Não há
mais um pouco
de luz.
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