HISTÓRIAS ESCRITAS


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HISTÓRIA DO NARRADOR DOIDO

Era uma vez uma menina que vivia com sua mãe perto da floresta. Ela sempre usava um chapeuzinho... ou era um gorro? Exatamente, ela usava um gorro vermelho, pulava em uma perna só e fumava cachimbo. Epa! Fumar cachimbo é ruim pra todo mundo, ainda mais para uma menina. Já sei, eu confundi um pouco as histórias. O tal que fumava cachimbo era o Saci Pererê que não tem nada a ver com esta história. Voltando: a menina usava um gorro, ou melhor, um chapeuzinho vermelho.

Um dia, a mãe deu pra ela uma cesta e pediu que ela levasse uns doces (que estavam nela) para uma casa no meio da floresta. Mas, recomendou que ela não fosse pelo atalho, pois era muito perigoso. Existiam onças, macacos, antas, capivaras, dragões (não precisa exagerar, dragões não viviam naquela floresta), jabutis, formigas (jabutis e formigas não são perigosos, são?) e outros tipos de animais.

A menina era muito teimosa e foi pelo atalho. No caminho ela avistou três casas, uma de barro, uma de palha e outra de tijolos. Na porta de cada casa havia uma foto de um porquinho. O que fazer – pensou ela. O instinto a mandou assoprar. Quando já havia enchido os pulmões de ar, ela se perguntou por que precisava assoprar. Espera. Acho que confundi as histórias de novo. Esta é a dos três porquinhos e do lobo mau. O lobo queria pegar os porquinhos para... você conhece essa história, não é mesmo?

Continuando no caminho, a menina do gorro, quer dizer, do chapeuzinho vermelho viu duas crianças. Eram irmãos e estavam perdidos. Na conversa ficou sabendo que uma se chamava Maria e o outro João. Estavam caminhando fazia bastante tempo e os dois estavam com fome e sede. A menina do chapeuzinho vermelho levou os dois para um pequeno riacho perto dali. Eles beberam muita água e a menina pegou na mão dos dois e achou que eles estavam muito magrinhos. Pensou em prendê-los em uma casinha feita de doces que havia perto dali até que eles engordassem e dessem uma boa sopa. Eu estou bagunçando tudo outra vez. Esta é a história do João e da Maria que vocês, lógico, conhecem bem.

Depois que as crianças comeram um pouco dos doces que a menina do chapeuzinho vermelho levava – que deu a eles apenas uma parte -, ela pôs os pés na estrada, quer dizer, no atalho, e, também ela com fome, resolveu olhar na cesta e encontrou uma maçã, uma linda e vermelha – como seu chapeuzinho – maçã.

Uhhhh! Maçã... Sentada, ela deu uma enorme mordida. O sabor era maravilhoso, o sumo escorria pelo canto dos lábios e ela se deliciou. Mas, coitada, era uma maçã envenenada, colocada na cesta pela rainha má. A cabeça da chapeuzinho vermelho pendeu para o lado e ela dormiria por 100 anos ou até que um príncipe... Desculpe, eu sempre embaralho as histórias. Essa é a da... da... como era mesmo o nome dessa personagem? Não importa, você sabe.

Como a maçã (as palavras são complicadas, não é? Eu não como nada, ainda mais se estiver envenenada. É melhor começar a frase com “Já que a maçã...”) não estava envenenada – e nem maçã havia na cesta – a chapeuzinho vermelho viu de longe a casa que ela procurava. Até chegar lá, no entanto, ela viu um pé de feijão enorme e decidiu subir além das nuvens, até a casa do gigante...

Se continuar assim, não vou acabar esta história nunca. Pois bem, a menina chegou na casa, bateu na porta, ouviu alguém pedindo para ela entrar e, dentro da casa, viu sete anões...

Autor: Oswaldo Francisco de Almeida Junior

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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.