TIC, INCLUSÃO E MARKETING DIGITAL PARA UNIDADES DE INFORMAÇÃO


  • Esta coluna tem a proposta de convergir os temas tecnologias da informação e comunicação com o marketing digital, visando criar um novo momento de discussão para a inclusão sociodigital nas unidades de informação. Abordaremos temas como: mídias sociais, novas práticas de marketing, internet das coisas, big data, e muito mais em torno da evolução do usuário e do profissional na era digital?

ENTENDENDO OS MECANISMOS DE BUSCA NO CONTEXTO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

 

Fonte da imagem: D.Laganzon

 

Você já se questionou sobre a missão dos mecanismos de busca na Web? Quando pensamos nisso chegamos ao entendimento de que é algo muito próximo da missão do setor de referência de uma unidade de informação. Os mecanismos de busca visam oferecer uma experiência de pesquisa relevante, rápida e atualizada. Ou seja, assim como o bibliotecário de referência que precisa estar disponível para encontrar o que o usuário procura. 

Um dos critérios mais importantes para fazer alguém decidir por este ou por aquele site de busca considera, na maioria das vezes, aquele que aponta resultados relevantes com maior rapidez. Todos os mecanismos de busca permitem a venda de anúncios. Embora o Google seja o mais popular, outros buscadores como o Bing e Busca UOL também permitem anúncios. 

Pensar nos buscadores como significativos aliados ao marketing digital na educação pode ser considerado entre os educadores como uma estratégia para atrair personas e determinar objetivos a partir dos princípios de otimização de mecanismos de busca, ou a expressão em inglês Search Engine Optimizatio (SEO).

De acordo com Enge et al (2012), o objetivo principal de um pesquisador humano é encontrar informações que sejam relevantes para sua pesquisa. Entretanto, essas pesquisas podem possuir várias formas diferentes. As principais formas de consulta são:

Consultas de navegação: são aquelas que são realizadas para navegar diretamente no site. Enge et al (2012) dizem que este tipo de consulta, quando feita nos mecanismos de busca, se assemelha a uma busca em “páginas amarelas”. Veja este exemplo:

Preciso fazer a inscrição no curso da Faculdade X

Neste caso o que o consulente deseja é identificar a URL exata para efetivar sua ação. Este tipo de tráfego quando direcionado para o site, a partir de anúncios nos buscadores, possui valor alto. As pesquisas apontam que 10% das buscas são de navegação. 

Consultas de informação ou informativas: são aquelas que não têm em primeira instância a proposta de desenvolver uma transação, mas sim sanar uma necessidade informacional sobre algo. Nesta categoria estão a maioria das pesquisas realizadas nos buscadores. 

Como é mesmo o nome daquele livro sobre marketing de buscas...

O foco aqui é a informação. Aqui o consulente deseja encontrar respostas rápidas para resolver uma demanda. É comum o pesquisador fazer questionamentos, utilizando frases cada vez mais longas no campo de busca da SERP. A busca informacional corresponde a 80% das buscas realizadas.

Consultas de transações: são consultas que visam identificar um comércio local, criar contas gratuitas em outros sites, efetuar pagamentos, encontrar uma escola, uma universidade, unidade de informação, dentre outros. Este tipo de consulta favorece o desenvolvimento de anúncios bem específicos para solucionar buscas especificas, por este motivo costumam ser de valor alto por clique. 

Preciso encontrar um curso de oratória; estou precisando de um EAD...

Nem sempre este tipo de busca começa com a intenção de efetivar uma compra, mas existe o interesse por parte do consulente em consumir produto, serviço ou informação. Somente 10% das buscas são de transação.

Segundo Martha Gabriel, os buscadores podem ser utilizados em sala de aula, como qualquer outra tecnologia. O modo como se faz as buscas hoje é diferente, do ponto de vista cognitivo, sendo que se delega alguns aspectos do movimento de pensar durante a pesquisa, para o computador. Assim, o sujeito se preocupa, ou deveria se preocupar com o resultado da busca, fazendo comparação entre os resultados, etc. 

Alguns links de buscadores: 

- (google.com.br) – Buscador Americano que é unanimidade nas buscas na web. 

- (bing.com) - O Bing é o buscador oficial da Microsoft, sendo o segundo do ranking. 

- (baidu.com) – É chinês e tem ocupado a terceira posição entre as escolhas de sites de busca.

- (qwant.com) – É um buscador francês. Apresenta categorias muito parecidas com as que são apresentadas pelo Google. 

- (br.search.yahoo.com) – É uma plataforma que tem se reinventado como tal e mantido bom posicionamento graças ao “Yahoo respostas”. 

- (wolframalpha.com) – É um buscador semântico, ou seja que atribui sigificado as frases e palavras digitadas, visando maior assertividade e relevância nos resultados de busca. 

Este texto foi desenvolvido em agosto de 2017.

Um abraço e continuamos este papo na próxima coluna!


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BARBARA COELHO

Doutora em Educação, mestre em Ciência da Informação. Graduada em Biblioteconomia e Letras. Atualmente em estudos de Pós-doutorado sobre Marketing Digital para Educação pela UNB. Docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFS. Coordena o Laboratório de Tecnologias Informacionais e Inclusão Digital (LTI). Palestrante e autora do livro Tecnologia e Mediação: uma abordagem cognitiva para inclusão digital.