LITERATURA INFANTOJUVENIL


EU JOGO, TU JOGAS, ELE É JOGO

O elemento lúdico é essencial na conquista e formação do leitor, ele aparece no livro infantil em forma de rimas, travalínguas, músicas, cartas enigmáticas, embaralhamento de páginas, movimentação de peças, cortes/recortes, dobraduras, etc.

O ato de brincar, além de ser estimulante, torna o leitor mais participativo. Nesse exercício democrático só não vibra, não se apaixona quem não tem acesso ao livro.

Vários escritores e ilustradores nacionais e estrangeiros criam livros-jogos; que provocam alvoroço junto às crianças e os jovens.

O enigma, o suspense, a poesia e o humor são os melhores temperos para se fazer do livro um brinquedo prazeroso.

O leitor decide
... o monstro avança em tua direção furibundo de raiva! Se você acha que é mole liquidá-lo com um golpe de karatê, vá para a página 37. Se você está se pelando de medo fuja para a página 41.

Este é um delicioso convite à aventura encontrado nos textos da Coleção Agora Você Decide da EDIOURO. Aqui o leitor escolhe evitar perigos ou desafiar a sorte. Não existe uma norma estabelecida, uma seqüência rígida. É ler e escolher o seu final.

O leitor procura
Outro tipo de livro-jogo é o famoso Onde está o Wally? com várias reimpressões, editado pela Martins Fontes desde 1990, hoje tendo outros volumes, com aventuras na praia, no camping, na estação, no estádio.

Esta coleção, além de aguçar no leitor a percepção, provoca na família (ou na vizinhança) a competição em achar com rapidez o Wally.

O ilustrador e escritor Ziraldo, lançou uma versão humorada do Wally chamada Onde está o Menino Maluquinho? que, ao inverso do Wally, está em quase todos os lugares e o leitor precisa descobrir onde ele não está.

O leitor abre janelas
Que o livro abre todas as janelas do mundo para o leitor, já é sabido, mas no livro Eu e minha luneta, de Cláudio Martins, publicado pela Editora Formato, é permitido abrir janelas e usar lunetas. As crianças (e adultos também) curtem muito. Essas janelas são de um grande prédio, em cada uma delas acontece uma estória.

Em que janela olhar? Quantas janelas são? Quantas estórias contam essas janelas? Será que uma estória pode interferir na outra? Como termina a estória? Ou a estória não termina e eu posso voltar atrás?

Com uma luneta na mão e, como diz o escritor Murilo Mendes, com "olhar armado" a criança pode descobrir a cada leitura, muito mais e se divertir.


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SUELI BORTOLIN

Doutora e Mestre em Ciência da Informação pela UNESP/ Marília. Professora do Departamento de Ciências da Informação do CECA/UEL - Ex-Presidente e Ex-Secretária da ONG Mundoquelê.