GERAL


RUBEM FONSECA

"Creio que tinha dez anos quando li o livro do Dostoievski na Biblioteca Nacional. Posso estar enganado, para gostar do romance eu talvez tivesse que ser mais velho, uns doze anos, ou treze. Gostei muito de Crime e Castigo. Claro que já havido lido inúmeros livros na Biblioteca Nacional. Aquelas bibliotecárias ficavam felizes da vida quando entrava uma criança para ler, nao interferiam na leitura. Eu pedia os livros relacionados num recorte de jornal que levava no bolso, 'os melhores romances da literatura universal". Alguns livros eu achava muito chatos e parava no meio, como A divina comédia ou D. Quixote de la Mancha. Li-os, novamente, quando mais velho, e continuei achando chatos. Os livros do Dostoievski me agradaram todos, li um atrás do outro, aos dez anos.

É melhor dizer doze, se for publicar este diário, ninguém acreditará em mim. Doze, então, vá lá, mas no duro eu tinha dez." (p.169)

Fonte: FONSECA, Rubem. Diário de um fescenino. Rio de Janeiro: Cia. das Letras, 2003

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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.