BIBLIOCANTOS


SOMOS QUEM PODEMOS SER/SOMOS QUEM PODEMOS SABER

 

Somos Quem Podemos Ser

Composição: Humberto Gessinger

Engenheiros do Hawaii

 

Um dia me disseram

Que as nuvens não eram de algodão

Um dia me disseram

Que os ventos às vezes erram a direção

 

E tudo ficou tão claro

Um intervalo na escuridão

Uma estrela de brilho raro

Um disparo para um coração

 

A vida imita o vídeo

Garotos inventam um novo inglês

Vivendo num país sedento

Um momento de embriaguez

 

Nós

Somos quem podemos ser

Sonhos que podemos ter

 

Um dia me disseram

Quem eram os donos da situação

Sem querer eles me deram

As chaves que abrem essa prisão

 

E tudo ficou tão claro

O que era raro ficou comum

Como um dia depois do outro

Como um dia, um dia comum

 

A vida imita o vídeo

Garotos inventam um novo inglês

Vivendo num país sedento

Um momento de embriaguez

 

Nós

Somos quem podemos ser

Sonhos que podemos ter

 

Um dia me disseram

Que as nuvens não eram de algodão

Um dia me disseram

Que os ventos às vezes erram a direção

 

Quem ocupa o trono tem culpa

Quem oculta o crime também

Quem duvida da vida tem culpa

Quem evita a dúvida também tem

 

Somos quem podemos ser

Sonhos que podemos ter

Somos Quem Podemos Saber

versão Fernando Modesto

 

 

Um dia te propuseram

Que nas nuvens ficam a informação

Um dia te propuseram

Que acervos físicos vão noutra direção

 

E tudo ficou tão teclado

Um binário da documentação

Uma tela de brilho raro

Um disparo para uma manifestação

 

A vida imita o vídeo

Tecários inventam novo cataloguês

Descrevendo num país sedento

Documento sem rigidez

 

Nós

Somos quem podemos saber

Sonhos que podemos descrever

 

Na Biblioteconomia me disseram

Era a área da informação

Novo nascer me alteraram

As chaves que tratam a informação

 

E tudo ficou tão teclado

O que era raro ficou comum

Como se digitaliza depois do outro

Como se digitaliza, e tornar comum

 

A vida imita o vídeo

Tecários inventam novo cataloguês

Descrevendo num país sedento

Documento sem rigidez

 

Nós

Somos quem podemos saber

Sonhos que podemos descrever

 

Na biblioteconomia me disseram

Era a área da informação

Novo nascer me alteraram

Os acervos que armazenam a informação

 

Quem linked data tem culpa

Quem cataloga o texto também

Quem indexa a vida tem culpa

Quem aclara a dúvida também tem

 

Somos quem podemos saber

Sonhos que podemos descrever

Autor: Fernando Modesto

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FERNANDO MODESTO

Bibliotecário e Mestre pela PUC-Campinas, Doutor em Comunicações pela ECA/USP e Professor do departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP.