THIAGO GIORDANO SIQUEIRA
Nosso grupo de pesquisa, Informação: Mediação, Cultura, Leitura e Sociedade, reúne profissionais diversos, entre eles, bibliotecários que, assim como eu, estamos dedicados a explorar o papel da informação na sociedade contemporânea. Mais do que organizar a informação e gerenciar acervos, nos posicionamos enquanto mediadores culturais, agentes de mudança e promotores do acesso ao conhecimento em diversas realidades sociais. Para mim será uma honra começar a parte de falar quem somos. Então vamos lá...
Quem é Thiago Giordano Siqueira? De onde vem e quais os seus sonhos?
Sou manauara (da gema), capital do Amazonas. Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas, Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Universidade de Buenos Aires (Argentina), Doutor em Ciência da Informação na Universidade Estadual Paulista (UNESP, Campus de Marília). Amo cafés, visitar bibliotecas, museus com exposições diferentes. Ah, já fui bem viciado em jogar The Sims e dobrar origami. Quando não estou envolvido em projetos acadêmicos, adoro explorar novas formas de comunicação que me proporcionem aprender algo novo. Afinal, a vida é feita de histórias – e eu amo fazer parte delas. Sobre meus sonhos, essa é uma pergunta difícil de responder e esse mistério eu venho tentando descobrir diariamente.
Como soube que queria se dedicar ao mundo bibliotecário?
Acredito que existem muitos motivos que levam alguém a optar pela Biblioteconomia como profissão. Desde pequeno, tive uma inspiração maravilhosa dentro de casa: uma figura inspiradora em minha vida, que além de também ter atuado como docente na universidade, desenvolve um trabalho incrível na área de serviços de informação e memória na Justiça Eleitoral.
Outro ponto que me atraiu foi o potencial da profissão para se adaptar aos tempos. A Biblioteconomia não é estática; ela evolui com a tecnologia, com as necessidades das pessoas e com os contextos sociais. Essa mistura de tradição e modernidade me pareceu fascinante e continua sendo uma das razões pelas quais amo o que faço.
Poderia nos contar um pouco sobre a sua trajetória profissional e como ela moldou a sua visão sobre a Biblioteconomia e Ciência da Informação?
Minha trajetória profissional é marcada por uma constante busca por aprendizado. Tentarei fazer um breve resgate... Comecei minha formação em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas, onde tive meu primeiro contato com o potencial transformador da profissão me envolvendo com projetos de extensão em comunidades vulneráveis da cidade de Manaus; no âmbito de iniciação científica pesquisei aspectos de informação para negócios e inteligência competitiva. A partir daí, meu interesse pela pesquisa me levou a realizar um Mestrado em Biblioteconomia e Ciência da Informação na Universidade de Buenos Aires, na Argentina, como na época eu atuava na Assessoria de Documentação e Informação da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, aprofundei meu olhar sobre as políticas e programas de livro, leitura e bibliotecas no Estado do Amazonas.
Posteriormente ingressei na Universidade Federal do Amazonas como servidor, atuando no Sistema de Bibliotecas, com funções alinhadas à Tecnologias de Informação e Comunicação, direção da Biblioteca da Faculdade de Direito, atividades de treinamentos de usuários; atuei ainda como docente na Faculdade de Informação e Comunicação ministrando aulas nas disciplinas de Introdução a Comunicação, Tecnologia de Informação e Comunicação, Estágio Supervisionado e Orientação de TCC. E atualmente na direção da Biblioteca Setorial do Setor Norte da UFAM.
Minha trajetória também é marcada pela colaboração com grupos de pesquisa, participações em eventos científicos e publicações que refletem meu compromisso com a área. Mais do que uma profissão, vejo a Biblioteconomia como uma plataforma para conectar pessoas, ideias e conhecimentos, o que torna minha trajetória extremamente gratificante.
Você acredita que tenha sido gerado um estereótipo errôneo sobre a figura do bibliotecário?
Sim, definitivamente acredito que foi gerado um estereótipo equivocado em relação à figura do bibliotecário, e isso tem persistido por muito tempo. Muitos reforçados por filmes e desenhos animados. Podemos notar que normalmente a imagem tradicional que muitas pessoas têm é a de alguém reservado, silencioso, cuja única tarefa é cuidar de livros e manter a ordem na biblioteca. O estereótipo equivocado não só limita a percepção social da profissão, como também pode desmotivar as novas gerações a considerarem essa área como uma opção profissional. Eu mesmo não sou nada silencioso e por isso gosto mais de atuar na parte do serviço de referência, devido a possibilidade de conhecer novos estudantes e pesquisadores e estar em comunicação constante com eles. Não gosto de rotina nem monotonia, e aprendo muito com os usuários todos os dias, seja no atendimento individualizado, seja nos momentos coletivos, como durante as capacitações para busca e recuperação de informação em bases de dados. Sou fã de ferramentas tecnológicas e tento utilizá-las da melhor forma em quase tudo o que posso na profissão.
Se pudesse dar um conselho para alguém que está pensando em seguir carreira na área, qual seria?
A Biblioteconomia é um campo que exige curiosidade, criatividade e uma mente aberta para se reinventar constantemente. Aprenda a usar a tecnologia como sua aliada, mas nunca perca de vista o lado humano da profissão. Entenda que conectar pessoas e histórias é tão importante quanto organizar acervos. Seja flexível, porque cada dia pode trazer um novo desafio ou uma nova descoberta. Ah, e nunca subestime o poder de um bom café e uma dose de curiosidade, pois eles são os melhores amigos de quem vive no mundo das ideias. E lembre-se: o campo está cheio de oportunidades para inovar e fazer a diferença, então mergulhe fundo e aproveite a jornada!
Muito obrigado pela oportunidade de compartilhar um pouco da minha trajetória e reflexões. Espero ter inspirado quem está pensando em seguir por esse caminho ou quem já faz parte dele.
Abraços amazônicos e até a próxima.
Thiago Giordano Siqueira
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