QUAL SUA EXPERIÊNCIA COM LEITURA?


LILIANA GIUSTI SERRA - SÃO PAULO - SP

Nasci em uma família onde a leitura sempre foi estimulada. Estudei em colégios que tinham a biblioteca como área de destaque na estrutura escolar, com aulas de bibliotecas e vasto e variado acervo à disposição. Portanto, ler sempre fez parte do meu cotidiano.

Ultimamente minhas leituras tem se limitado a textos técnicos e acadêmicos, além de noticiários para acompanhar os acontecimentos mundiais. Às vezes, quando os textos de estudos ficam pesados demais, tento desanuviar com ficção e não ficção, explorando o ócio criativo. Não foram poucas as vezes em que textos mais "descompromissados" permitiram enxergar questões que não estavam tão claras.

Diferentemente de muitos colegas, não me agrada manter leituras paralelas. Prefiro absorver ao máximo o texto que estou lendo. Sei de pessoas que conseguem ler 3 ou 4 livros simultaneamente, mas isso não me agrada. Em tempos de tantas ofertas de informações e dispersões, prefiro mergulhar numa trama para dela absorver ao máximo. Se inicio uma leitura e por algum motivo ela não flui, tento mais um pouco mas, se continua travada, deixo o livro de lado e pego outro. Aprendi a respeitar o livro. Se a leitura não está fluindo, provavelmente não é o período apropriado para desfruta-lo. Ao retomar leituras interrompidas, quantas surpresas! O livro certo chega às suas mãos no tempo certo. E existem as situações de livros que de tão instigantes, acabam "furando a fila" e são devorados sem obedecer a pilha que aguarda pacientemente a sua vez.

Leio livros impressos e digitais. Os dois formatos me agradam. Os textos técnicos são muito práticos no digital, ajudando a localizar trechos para citações, por exemplo.

Hoje tento ter mais livros digitais do que em papel. Espaço físico para acomodar os volumes não é trivial. Como viajo muito, ter livros para ler sem ter que carrega-los faz toda a diferença na minha rotina. Não tenho dúvida nenhuma: o digital não veio para matar o livro impresso, mas para ser outra oportunidade para consumir textos. O digital não precisa matar o livro físico para existir. Eles podem viver em harmonia, aumentando as possibilidades de acesso a conteúdos.


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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.