POR QUE DECIDIU SER BIBLIOTECÁRIO?


A DECISÃO DE SER BIBLIOTECÁRIA DE HELOÁ OLIVEIRA-DELMASSA – DOUTORANDA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – MARÍLIA - SP

Sei que a maioria das pessoas imaginam que os bibliotecários têm um histórico de vida entre muitas bibliotecas e livros, mas a verdade é que no meu caso eu não tive muito essa vivência, tendo mais influência de leitura vinda de minha mãe e meu irmão, e da igreja em que cresci, que constantemente nos colocava a estudar a bíblia e publicações religiosas diversas. No mais, a maioria das escolas que passei não tinham biblioteca, ou nas que tinham nunca me senti bem-vinda e, talvez por isso, mesmo cursando biblioteconomia demorei bastante para apropriar-me do espaço “biblioteca”.

Mesmo assim, a Biblioteconomia foi minha primeira e única opção de curso para a graduação. Nas escolas públicas que estudei, principalmente na cidade de Sorocaba, não se falava muito em faculdade ou vestibular, assim que o tema só apareceu realmente na minha cabeça quando já estava no último ano da escola. Na época meu irmão já estudava na UEL, em Londrina, e um dia me sugeriu o curso porque via que para ele sempre haviam vagas de estágios nos murais da universidade e, como a questão dinheiro era importante para conseguir cursar uma faculdade, isso chamou minha atenção.

Quando comecei a pesquisar sobre o curso uma coisa me interessou muito, a profissão parecia abrir um grande leque de atuação profissional e eu, que tenho dificuldade para decidir coisas, principalmente com pouco tempo para isso, resolvi que essa seria minha tentativa.

O tema caiu um pouco do meu interesse quando passei de estagiária a funcionária registrada (aumentando assim minha carga horária de trabalho). No fim, após fazer o Enem, vi que com minha pontuação poderia me candidatar em alguns cursos da minha cidade para conseguir uma bolsa de 50% do Prouni (como já trabalhava não conseguiria mais a de 100%). Quando abri a lista dos cursos uma das opções era exatamente Biblioteconomia, assim que nem pensei e o escolhi como opção numa universidade particular.

Cursei o curso lá por um ano e quando pensei em desistir a então coordenadora do curso conversou comigo e me animou a continuar. Acabei pedindo transferência para a UEL para continuar o segundo ano lá, por problemas pessoais e para buscar o incentivo a pesquisa (algo que acabou me encantando) que imaginei que encontraria em uma universidade pública.

Hoje, quase 9 anos depois de concluir o curso, sei que meu objetivo principal foi atingido: realmente consegui uma profissão que me abriu portas para diferentes atuações profissionais. Tive o privilégio de trabalhar em Editoras, em uma emissora de TV, em Bibliotecas Universitárias e em uma Construtora, com Gestão do Conhecimento. Aprendi muito e vejo que ainda tenho muito que aprender e muito que conhecer da profissão Bibliotecário. Hoje me interesso mais pelo impacto social da Biblioteconomia, e sei que nosso caminho juntas seguirá me surpreendendo e me ajudando a crescer como pessoa e profissionalmente.


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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.