GERAL


FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

"A Biblioteca Municipal de São Paulo foi muito importante para minha formação. Eu pertenço a uma geração que ia quase todos os dias à Biblioteca. Fazia fila e ficava lá lendo e escrevendo. A Faculdade de Filosofia funcionava, então, na Escola Normal da Praça da República. Depois mudou-se para a rua Maria Antonia, mas os hábitos de freqüentar a Biblioteca - que vinham do tempo de ginásio - continuaram.

Mais tarde, quando eu já era professor assistente, tive uma sala de leitura, na 'Torre' da Biblioteca. Passava tardes inteiras lendo jornais e revistas do século XIIX em trabalhos de pesquisa. A Biblioteca da Faculdade, no geral, também foi de muita valia. Assim como a do Departamento de Ciências Sociais, à qual servi como 'bibliotecário' improvisado (como todos os demais assistentes, em rodízio) para evitar que ela se fechasse, em época de penúria.

Só mais tarde deixei de freqüentar as bibliotecas públicas, exceto, naturalmente, quando fazendo pesquisa específica. Veio a época das compras privadas de livros e alguns de nós amontoavam livros em casa até à saturação do espaço e do tempo para ler. Hoje estou no ciclo oposto: dôo livros à biblioteca do Cebrap quase toda semana...".
Fonte: CARDOSO, Fernando Henrique. A biblioteca de cada um. Palavra Chave, São Paulo, n.2, p.15, agosto 1982

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OSWALDO FRANCISCO DE ALMEIDA JÚNIOR

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação da UFCA- Cariri - Mantenedor do Site.