O PAÍS DOS CIGANOS NÃO É ROMÊNIA
Traços gerais da Romênia
Não sei bem o porquê. São lembranças perdidas na adolescência, que me fizeram sempre associar, por pura insensatez, a Romênia ou o termo romeno ao povo cigano. Loucura pura. Romeno é o gentílico para quem nasce na Romênia e, ao mesmo tempo, o povo étnico que fala o romeno, língua românica originada do latim vulgar falado pelos romanos na região da Dácia, atual Romênia. A expressão povo cigano Romani designa, por sua vez, um conglomerado originário do Noroeste da Índia, em especial, do Estado Punjab, de onde migrou, há muito mais de mil anos, de início, para a Pérsia e para o Norte da África até alcançar Europa e parte da Ásia, ainda no século 14, e, mais tarde, América, incluindo América do Sul e Brasil.
A vida nômade permitiu ao cigano a fusão com diversas outras populações, o que, por conseguinte, deu lugar a etnias, identidades culturais e linguísticas distintas. Mas, Romênia não é, por excelência, “o país dos ciganos”. A maioria dos ciganos nem vive na Romênia, onde estão cerca de 700 mil ciganos, nem mantém vinculação estreita com qualquer país em particular. Concentram-se, em especial, na Índia, nos Estados Unidos da América (EUA), no Egito, na Turquia, na França e no Irã. A tendência enganosa de relacionar ciganos e romenos ganhou força, talvez, porque na língua romani, o povo cigano é conhecido como Rom (singular) ou Roma (plural), que significa homem e povo, respectivamente. Aliás, Rom, Roma, Romani, Romany ou Rroma, nos dias atuais, são formas comuns para designar esse grupo étnico em contrapartida à denominação cigano, que carrega o peso de estigmas, equívocos históricos e discriminação de naturezas variadas, como astutos, vadios, ladrões e outros substantivos odiosos, termos ainda hoje disseminados por guias e romenos em geral.
Situada na Europa Oriental, na região dos Balcãs, a Romênia, com área de 238.391 km², possui clima predominantemente temperado-continental, face à ausência de oceanos próximos, o que resulta em verões e invernos com temperaturas extremas. Na condição de 12o maior país do continente, a Romênia mantém fronteiras ao Sul, em grande parte, delimitadas pelo rio Danúbio, em especial, na divisa com a Bulgária – o Delta do Danúbio é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e se apresenta como exemplo de um sistema fantástico de lagoas e canais; ao Oeste, com Hungria e Sérvia; ao Leste, com Moldávia e Ucrânia, com diminuta região litorânea, banhada pelo Mar Negro. -
Danúbio e encantamento
Na realidade, eis, aqui, um país incrível coalhado de histórias mágicas, com cerca de 20,1 milhões de habitantes, o que o posiciona como o sétimo Estado mais populoso da União Europeia, integrante desde o ano de 2007, embora até hoje, 2025, mantenha-se fora da zona do euro, mantendo sua moeda própria, o Leu romeno (RON = 1,213 BRL). Porém, em quase todos os estabelecimentos, o € é aceito. De qualquer forma, como nem todos os lugares comerciais e de entretenimento aceitam cartão de crédito, é recomendável manter consigo um pouco de RON, para pequenos gastos.
Dentre os encantamentos desse país, está o rio Danúbio. Segundo maior rio da Europa, flui de oeste para leste, da Floresta Negra, Alemanha, até o Mar Negro. Reitero que atravessa e/ou faz fronteira com 10 países, sendo historicamente significativo por ter servido como rota comercial e, hoje, figurar como hidrovia navegável. A beleza do Danúbio serve de inspiração para canções que se perdem no tempo, a exemplo de “O Danúbio Azul”, de Johann Strauss II; “Ondas do Rio Danúbio”, de Ion Ivanovici: “O Danúbio”, do compositor checo Leoš Janácek, por ele iniciada e finalizada, após sua morte, pelo aluno Oswald Chlubna.
Além de canções clássicas e folclóricas, o Danúbio conduz à produção de filmes, nos quais ele figura como local de filmagem, parte central da trama ou pano de fundo. É o caso de “Antes do Amanhecer” (Before Sunrise, 1995); Gato Preto, Gato Branco (Black Cat, White Cat, 1998); “O Olhar de Ulisses (Ulysses' gaze, 1995), dentre outros.
Danúbio e encantamento
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| ]Fonte: Acervo pessoal, nov. 2025. |
No entanto, ao contrário do que páginas de viagem propagam, os romenos nem parecem hospitaleiros nem tampouco propensos a agasalhar. São pontuais as tentativas de aproximação, quando alunos universitários, por exemplo, em sua prática escolar, sacam fotos de turistas por algumas moedas, gerando clima de brincadeira, como ocorreu com trio de nosso grupo brasileiro.
A maioria dos romenos vive na capital e maior metrópole, Bucareste, sexta maior cidade da UA. “Reza a lenda” que, na zona rural, as casas permanecem abertas, sem proteção de portas com chave, numa prova inconteste de acolhimento. Aliás, cinco é a média do número de filhos, herança da Romênia comunista visando incrementar a linhagem, enquanto os casais mais jovens tendem a gerar um ou dois filhos. Ainda sobre descendentes, chama atenção a exigência de que só um filho possa se casar a cada ano, diante da crença de que mais de um casamento na família atrai má sorte para o relacionamento dos outros irmãos. A sequência é pela ordem de namoro: casa primeiro quem começou a namorar primeiro.
Quanto aos traços históricos e políticos mais proeminentes, como antevisto, a Romênia surgiu no interior dos territórios da antiga Dácia, província do Império Romano e dos principados da Moldávia e Valáquia, constituídos em 1859, e cujas Fortalezas nos Montes Orastie são reconhecidas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Indo adiante, a Romênia conquistou a independência do Império Otomano, ano 1877. Retomando as duas grandes Guerras Mundiais, ao fim da Primeira, Transilvânia, Bucovina e Bessarábia formaram o Reino da Romênia. No final da Segunda, os territórios ora equivalentes à Moldávia, foram ocupados pela então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS, 1922 a 1991) e a Romênia tornou-se república socialista / comunista.
Após a Revolução Romena de 1989, que teve início na cidade de Timisoara, culminando no assassinato do então ditador comunista Nicolau Ceausescu, o país atravessou transição para a democracia e para o capitalismo. O sistema comunista teve início em 1947, atravessou forte crise econômica em 1980 até o fim de Ceausescu, no dia 25 de dezembro desse ano. No caso, o fim do comunismo se diferenciou de outros regimes do Leste europeu por ser marcado por revolta popular e derramamento de sangue, com mais de um milhão de cidadãos mortos.
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| Fonte: Foto compartilhada por Augusta Maria, Valdete e Maria das Graças Targino, 26 out. 2025. |
ar do alto IDH, Romênia é uma das nações mais pobres da UE, cujo padrão costuma ser elevado. Sob outra ótica, a nação possui custo de vida baixo. Porém, convive com infraestrutura não satisfatória, responsável por problemas habitacionais, sistema de saúde deficitário, trânsito caótico e elevada taxa de desemprego que estimula a emigração, não obstante a economia predominantemente baseada em serviços, destacando-se como produtor e exportador de máquinas e de energia elétrica e por significativa evolução tecnológica: a velocidade da internet 4G posiciona o país na quarta posição no ranking de 78 outros, de modo que é de fazer suspirar muitos brasileiros.
A gastronomia guarda particularidades e pouca sofisticação. A sopa com o pão de cada dia é usual dentre as famílias romenas quanto entre as famílias búlgaras, tanto por hábito arraigado dentre a gente quanto pelo preço acessível. Outro prato comum entre os dois povos é a moussaka, espécie de lasanha com berinjela e carne moída. Os romenos comem carne de porco, com frequência, sendo joelho de porco um dos pratos preferidos dos viajantes brasileiros que passaram recentemente por lá, dentre os quais me incluo. O consumo de carne de cavalo, por seu turno, em que pesem as controvérsias, nem é hábito tradicional para o povo romeno nem reflete a dieta ou a cultura romena.
Ainda quanto ao quesito alimentos, é frequente o estoque de comidas. Como nação essencialmente agrícola e com longo inverno, é comum, sobretudo, na zona rural, o estoque de comida do começo da primavera até o começo do outono, antevendo o próximo inverno: carnes são conservadas em gordura animal; legumes e verduras ou se transformam em conservas ou são congeladas para o preparo de sopas; frutas levam ao fabrico de geleias, compotas e doces.
Capital Bucareste
Voltando a Bucareste, é ela carinhosamente chamada de “Micul Paris” / “Pequena Paris”, por sinal, nome de museu da capital. As motivações para o apodo advêm, a princípio, de sua arquitetura elegante com forte influência francesa, contando com majestosos boulevards e um turístico Arco do Triunfo, que, agora, depois de uma série de reformas, mede 27 metros de altura, com base retangular de 25 por 11.5 metros. Suas fachadas são decoradas com obras de escultores romenos famosos e comporta o principal desfile militar, em 1 de dezembro, feriado nacional do país. Entre as duas grandes Guerras Mundiais, Bucareste passou a ser centro de sofisticação da Europa Oriental em termos de história, cultura e arte. Se, hoje, o ápice do glamour ficou parcialmente para trás, a atmosfera vibrante ainda constitui característica que remete a Paris, incorporando rico conjunto cultural e a Romênia prossegue como lar de muitos artistas.
Entre os pontos turísticos de Bucareste, destaque para o Museu do Povo Bucareste, pomposamente chamado de Museu Nacional da Aldeia Romena Dimitrie Gusti, sociólogo e etnólogo romeno. Para mim, um dos pontos máximos da Romênia. Indescritível! Inaugurado em 1936, está no Parque Herastrau. É um museu etnográfico ao ar livre que remete a aldeias romenas com mais de 340 construções autênticas, entre residências, igrejas e moinhos, além de objetos do dia a dia, o que corresponde a uma infinda viagem no tempo e no espaço, representando regiões, épocas e culturas da Romênia.
Arco do Triunfo numa França imaginária
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| Fonte: Coleção de fotos compartilhada pelo Grupo Bulgária / Romênia, Embarque Viagens e Turismo, 16-30 out. 2025. |
O Palácio do Parlamento, por sua vez, é um dos maiores edifícios do mundo, aquém tão somente do Pentágono (EUA). Sua construção teve início, em 1980, durante o comunismo, mas só foi finalizada após a queda do regime. Curiosamente, a primeira pessoa a discursar no Palácio foi o norte-americano Michael Jackson, ao visitar o país, em 1992. Na ocasião, causou certo desconforto por confundir Bucareste com Budapeste, capital da Hungria.
A Praça da Revolução, no outono europeu, repleta de queda das folhas multicoloridas no chão, ventanias mais frequentes, com o clima mais ameno, notabilizou-se como local onde o povo romeno depôs Ceausescu, enquanto o Ateneu Romeno nomeia uma sala de concerto bem no Centro Histórico de Bucareste. Edifício de estilo neoclássico e eclético, com significativa influência da arquitetura francesa do final do século 19, foi devidamente restaurado na primeira década de 2000. Abriga a Orquestra Filarmônica George Enescu e o Festival Internacional de Música George Enescu. Este foi um dos maiores músicos romenos do século 20, além de compositor, maestro, violinista e pianista. Prosseguindo, a Ópera Nacional da Romênia ou Teatro Nacional de Ópera e Ballet é um dos principais espaços de ópera da capital romena, embora, fazendo jus ao cognome “Pequena Paris”, Bucareste, como cidade efervescente, mantenha novas opções, como Teatrul Bulandra, Teatrul Nottara, Teatro Comédia e Teatrul Odeon, aos quais não tivemos acesso.
Como descrever o ineditismo do Museu do Povo Bucareste?
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| Fonte:Coleção de fotos compartilhada pelo Grupo Bulgária / Romênia, Embarque Viagens e Turism - 16-30 out. 2025 |
Curtea de Arges e Sibiu
De Bucareste, seguimos para a cidade histórica romena de Curtea de Arges, à margem direita do rio Arge?, tanto para explorar o legado de reis e rainhas quanto para conhecer o Mosteiro de Cozia, século 14, localizado nas montanhas dos Cárpatos e testemunho vivo do patrimônio cultural e da arquitetura romena. Eis uma rota que atravessa os Alpes da Transilvânia via vale do rio Olt. As aldeias com igrejas fortificadas, Patrimônio Cultural da Unesco, constituem área turística bastante conhecida e abrigam grandes minorias étnicas, a exemplo dos húngaros. A grande surpresa, para mim, que sou literalmente louca por lendas, foi o Mestre Manole ou Mesterul Manole (em romeno), figura central no folclore e na cultura do país, imortalizado em na “A Lenda do Mestre Manole”, associada à construção do histórico Mosteiro de Curtea de Arges, tema para uma ocasião posterior.
Dizem que o Conde Drácula viveu por lá. Isto é, o local popularmente associado à lenda de Drácula é o Castelo de Bran, região da Transilvânia (Romênia). O “rei dos vampiros” parece ser uma personagem e não uma pessoa em carne e osso, quando muito inspirada no Conde Vlad III Drácula ou Vlad Tepes, príncipe da Valáquia. Aliás, Valáquia e Transilvânia compartilham fronteiras geográficas e históricas na nação romena.
Visão interior do Castelo de Bran / Castelo de Drácula
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| Fonte: Coleção de fotos compartilhada pelo Grupo Bulgária / Romênia, Embarque Viagens e Turismo, 16-30 out. 2025. |
Ao que parece, Vlad defendeu o território de sua gente diante do risco da invasão otomana, século 15, recorrendo a técnicas cruéis, como empalar os adversários, o que justifica a alcunha Vlad, “O Empalador”. Esse viés sanguinolento inspirou Abraham Bram (assim com m) Stoker, escritor irlandês, mundialmente conhecido pelo romance gótico “Drácula” (“filho do dragão”), de 1897, obra que marcou o surgimento do mito literário moderno do vampiro. Bram também nomeou o Castelo de Bran (assim com n) de Castelo de Drácula, com sua terrível Câmara da Tortura, no vilarejo de Bran, construção gótica do ano 1211, mesmo diante das dúvidas se, num dia qualquer, o tal Conde Vlad esteve por lá. Portanto, enquanto o Castelo de Bran é a residência “oficial” da personagem fictícia, em Sighisoara, a verdadeira fortaleza associada a Vlad, o Empalador, é a Cidadela de Poenari. Bram Stocker também nunca pisou na Romênia nem tampouco no Castelo...
Piatra Neamt e Sighisoara
De lá, um “pulo” para Sibiu, que, por suas particularidades, vale um texto à parte. De Sibiu, partida para Piatra Neamt pelo desfiladeiro de Bicaz, que favorece a bela visão do Lago Vermelho (que, de escarlate, só guarda o nome, o que provocou risos e protestos no grupo de visitantes) e, também, do Centro Histórico da cidade de Sighisoara, berço do Drácula-personagem e situada na região histórica da Transilvânia. Estamos falando de um dos centros históricos medievais mais bem preservados da Europa, impondo-se como fortaleza com suas muralhas, suas torres de guilda (associação medieval para auxílio mútuo entre operários, artesãos, artistas e negociantes) e a Torre do Relógio. Esta, com 64 metros de altura, é vista, basicamente, de qualquer canto de Sighisoara, haja vista que seu fim primeiro era defender o portão principal. Além do mais, abrigou a Prefeitura até 1656. Por suas funções ao longo do tempo, hoje, o Centro Histórico é uma relíquia para a região, devidamente incorporado ao Patrimônio Mundial da Unesco.
O Museu de História de Sighisoara, em meio ao Centro Histórico, em seus cinco andares, preserva coleções de móveis, cerâmicas e outros objetos históricos. Também no Centro, o Museu de Armas Medievais é parte do “Armamento Medieval”, contendo armaduras variadas.
Região da Bucovina e Brasov
Eis o momento de visita à região da Bucovina, famosa por suas oficinas de cerâmica negra Marginea (à venda por valores acessíveis, mas para lá de decepcionantes) e por seus numerosos mosteiros, tombados pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Enquanto o mosteiro Sucevita, com afrescos retratando a Escada da Ascensão divina, no Voronet, conhecido como a “Capela Sistina do Oriente”, deslumbra com a qualidade das pinturas e dos afrescos, mormente, a pintura do “Juízo Final” na parede oeste. Lembra a alardeada beleza da Capela Sistina, no Vaticano, no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa e um dos locais nobres da Igreja Católica, a encargo do pintor, escultor e arquiteto italiano Michelangelo Di Lodovico Buonarroti Simoni ou Michelangelo, um exponencial da arte do Ocidente.
A cidade de Brasov, por seu turno, também está na Transilvânia e constitui excelente ponto de partida para se visitar o Castelo do Drácula. Destaca-se por suas conservadas muralhas medievais, seus prédios charmosos e para lá de coloridos, sem contar a sedução da Igreja Negra (não negra, na verdade) e do Monte Tampa, que oferece ao viageiro inesquecível vista panorâmica da cidade, reforçando que é. Adiante, visita ao Castelo de Peles, palácio neo-renascentista no Domínio Real de Sinaia, nos Montes Cárpatos, perto de Sinaia, cidade e resort de montanha no Distrito (judet) de Prahova, na região histórica de Muntênia e numa rota medieval que une Transilvânia a Valáquia, construída em 1883, A priori, a cidade recebeu o nome do Mosteiro de Sinaia, 1695, em torno do qual foi construída, ao tempo em que o Mosteiro passou a se chamar Monte Sinai bíblico.
Finalizando sem finalizar
É evidente que a realidade de uma nação tão antiga e de história tão intrincada não se reduz a poucas páginas. No entanto, uma certeza: “o país dos ciganos não é Romênia” uma vez que os Romani como genuínos nômades não pertencem a um único recanto. Estimativas do ano 2021 apontam cerca de 569 mil em território romeno / 325.343 em território búlgaro, em contraposição a 800 mil no Brasil. Verdade que esses números são meras aproximações estatísticas, até porque a relutância de se autodeclarar como cigano persiste. Outro ponto interessante Romênia x Brasil é o fato do rosto do Cristo Redentor, símbolo da cidade do Rio de Janeiro, ser da autoria do escultor romeno Gheorghe Leonida, quando ele vivia em Paris.
Romênia possui vilarejos e castelos, montanhas e trilhas, rios, lagos, lagoas e cachoeiras, muita tradição, cultura ímpar, gente sofrida que segue. Possui até numerosa população de ursos, com a maior quantidade de ursos-pardos do continente europeu, embora haja rumores de maus-tratos, quando os animais capturados são levados à força para os zoológicos ou são postos em jaulas. Em contraponto ao sofrimento dos ursos, está a felicidade dos mortos. É de extrema beleza o Cemitério de Merry, em S?pân?a, construído no ano de 1940. Próximo à fronteira com a Ucrânia, e do qual somente obtivemos fotos, configura-se como museu aberto que abriga lápides coloridas e divertidas, onde jorram registros poéticos sobre os mortos...
AGRADECIMENTOS
Sinceros agradecimentos à Embarque Viagens e Turismo pelo convívio ao longo da trajetória trilhada pela Grupo via Bulgária / Romênia, e, sobretudo, pela troca de fotos entre os companheiros. GRATA!




